sexta-feira, 19 de abril de 2019

Vergonha na sociedade

Geralmente, a vergonha é também considerada um dos pilares da socialização em todas as sociedades. Ela é amparada em precedentes legais como um pilar de punição e correção ostensiva.
A vergonha tem sido vinculada ao narcisismo na literatura psicanalítica. Ela é uma das emoções mais intensas. O indivíduo que a experimenta pode sentir-se totalmente desprezível, inútil e sentir que não há redenção.
De acordo com a antropóloga Ruth Benedict, as culturas podem ser classificadas por sua ênfase em usar vergonha ou culpa para regular as atividades sociais de seus membros. Algumas culturas asiáticas, China e Japão por exemplo, são consideradas culturas da vergonha. As culturas europeias e americanas modernas, como a dos Estados Unidos, são consideradas culturas da culpa. Por exemplo, a sociedade tradicional japonesa e a da Grécia Antiga são por vezes ditas serem "baseadas na vergonha" em vez de "baseadas na culpa", visto que as consequências sociais de "ser apanhado" são vistos como mais importantes do que os sentimentos do indivíduo ou experiências do agente.
A violação das opiniões compartilhadas e comportamentos esperados de um indivíduo causam o sentimento de vergonha pela reprovação associada e dessa forma são muito eficientes em pautar o comportamento de um grupo ou sociedade.
A vergonha é a forma favorita de controle usada pelas pessoas que cometem a "agressão relacional", também conhecida (incorretamente) como "bullying feminino". Ela é uma arma potente no âmbito do casamento, da família e da religião. Ela é também utilizada nos locais de trabalho como uma forma de controle social ou agressão dissimulada.

Vergonha religiosa

Vergonha é um tema-chave (se controverso) em religião. Religiões que afirmam que somente Deus ou outros seres espirituais são perfeitos neste sentido, atribuem um certo tipo de vergonha aos seres humanos. Em muitos casos, esta vergonha está associada com a sexualidade e outras características carnais dos seres humanos, embora outros possam arguir que somente as expressões pecaminosas destas características devessem ser motivo de vergonha.
 religiosa pode criar a base para a vergonha porque esta reflete ideias internalizadas quanto ao que é certo e apropriado e sobre o que é errado e impróprio. Isto significa que técnicas de tortura que visem envergonhar seguidores de uma determinada religião podem meramente excitar outras pessoas (por exemplo, nudez). Contrariamente, religiões podem associar honra com certos comportamentos (por exemplo, martírio no Cristianismo, véus no Islão) que outros consideram vergonhosos. As ideias e a força com as quais ideias religiosas (e outras) são mantidas parecem influenciar se a vergonha ocorre e em que grau, sobre um determinado assunto.

Vergonha tóxica

Psicólogos usam frequentemente o termo vergonha "tóxica" para descrever vergonha falsa, e portanto, patológica. O terapeuta John Bradshaw declara que a vergonha tóxica é induzida, nas crianças, por todas as formas de abuso infantil. Incesto e outras formas de abuso sexual de crianças podem causar vergonha tóxica particularmente grave. A vergonha tóxica frequentemente induz o que é conhecido como trauma complexo em crianças que não podem lidar com a vergonha tóxica quando ela ocorre e que dissociam a vergonha até que seja possível lidar com isso.
A vergonha (e o envergonhar) está frequentemente associada com a tortura. É também uma característica central da punição, expulsão ou ostracismo. Em acréscimo, a vergonha é frequentemente vista em vítimas de abandono, abuso e uma hoste de outros crimes contra as crianças. O incesto parental é considerado a forma definitiva de envergonhamento por psicólogos infantis.

Vergonha × embaraço

A vergonha difere do embaraço no quesito de que não envolve necessariamente humilhação pública: alguém pode sentir vergonha por um acto que apenas a própria pessoa conhece, mas para que se sinta embaraçado, suas ações têm de ser reveladas a outrem. Também, a vergonha carrega a conotação de uma resposta à condições que são consideradas moralmente erradas; por outro lado, alguém pode sentir-se embaraçado a respeito de ações que são moralmente neutras mas socialmente inaceitáveis (tais como um acidente). Outro ponto de vista sobre a diferença entre vergonha e embaraço é que as duas emoções jazem num continuum e somente diferem em intensidade. O desejo de entrar num buraco e sumir das vistas, para se esconder dos olhares daqueles que testemunharam o embaraço ou humilhação de alguém é comum a ambos.

Vergonha × culpa

Não há distinção-padrão entre vergonha e culpa. A antropóloga cultural Ruth Benedict descreve a vergonha como uma violação de valores culturais e sociais enquanto sentimentos de culpa emergem de violações de valores internos. É possível sentir-se envergonhado de pensamentos ou comportamentos que ninguém saiba bem como sentir-se culpado por ações que ganham a aprovação de outros. Todavia, em Facing Shame, os terapeutas Fossum e Mason declaram que "enquanto a culpa é um sentimento doloroso de remorso e responsabilidade pelas ações de alguém, a vergonha é um sentimento doloroso sobre alguém enquanto pessoa". A vergonha é necessária para estabelecer limites, na infância, visto que crianças pequenas são incapazes de associar causa e efeito por si mesmas. Todavia, quando as crianças se tornam mais capazes de julgar suas próprias ações, a culpa se torna a formadora da consciência. Embora, em geral, a culpa guie as consciências dos adultos, a vergonha intrínseca está frequentemente presente nos adultos também.

Vergonha de si mesmo

É também possível envergonhar-se a si próprio com formas genuínas ou falsas de autocondenação. Numa forma gráfica, o filme canadense Black Robe mostra um padre católicoque se autoflagela por ter desejos proibidos. Outra forma de vergonha própria ocorre em pessoas que conectam sua autoavaliação interna com condições externas como em "eu perdi, portanto, eu sou um perdedor", "ele me rejeitou, portanto, eu não sou bom" ou "fomos atingidos por um maremoto, portanto, nós estávamos errados". Visto que a vergonha de si mesmo depende de ideologias internalizadas do tipo envergonhado × descarado.
A vergonha de si mesmo pode ser internalizada como identidade após um ultraje. Uma pessoa pode sentir que sua dignidade foi permanentemente perdida, seja por fazer parte de um grupo que é socialmente estigmatizado ou por vivenciar ultraje ou ridículo. As crianças são especialmente vulneráveis à formação de uma identidade de vergonha própria durante seu desenvolvimento.

Sendo envergonhado

Envergonhar é induzir a vergonha em outrem, atacando ou destruindo a dignidade pessoal de uma pessoa ou grupo. A vergonha pode ser induzida verbalmente pelo ridículo, insultos ou pela exposição pública da vulnerabilidade ou fraqueza de uma pessoa ou grupo; e fisicamente por ataques, estupro e espancamento. Ações que visam provocar vergonha atacam e diminuem a dignidade humana de uma pessoa ou grupo e os separam do restante da humanidade.
Quando alguém diz "você devia ter vergonha de si mesmo", frequentemente querem dizer que o alvo cometeu algo que eles acreditam, certo ou erradamente, como sendo vergonhoso. Algumas vezes abreviado como "Que vergonha!", esta forma de envergonhar desonra o alvo como ser humano, em vez do facto em si mesmo.
Visto que a vergonha é uma condição complicada e frequentemente tabu, as pessoas muitas vezes confundem vergonha com culpa quando envergonham outros. Adicionalmente, para aqueles que se importam com a dignidade humana, é sempre importante separar a falsa condenação da culpa genuína, visto que a vergonha especiosa é frequentemente usada como forma de agressão relacional contra pessoas inocentes.

Vergonha

Vergonha (do latim verecundia), é uma condição psicológica e uma forma de controle religioso, político, judicial e social, consistindo de ideias, estados emocionais, estados fisiológicos e um conjunto de comportamentos, induzidos pelo conhecimento ou consciência de desonra, desgraça ou condenação. O terapeuta John Bradshaw conceitua a vergonha como a "emoção que nos deixa saber que somos finitos".

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Artigo 16

§1. Cada Estado Membro se comprometerá a proibir, em qualquer território sob a sua jurisdição, outros atos que constituam tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes que não constituam tortura tal como definida no "artigo 1º", quando tais atos forem cometidos por funcionário público ou outra pessoa no exercício de funções públicas, ou por sua instigação, ou com o seu consentimento ou aquiescência. Aplicar-se-ão, em particular, as obrigações mencionadas nos "artigos 10, 11, 12 e 13", com a substituição das referências a outras formas de tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes.
§2. Os dispositivos da presente Convenção não serão interpretados de maneira a restringir os dispositivos de qualquer outro instrumento internacional ou lei nacional que proíba os tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes ou que se refira à extradição ou expulsão.

Artigo 5



Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo 3º

§1. Nenhum Estado Membros procederá à expulsão, devolução ou extradição de uma pessoa para outro Estado, quando houver razões substanciais para crer que a mesma corre perigo de ali ser submetida a tortura.
§2. A fim de determinar a existência de tais razões, as autoridades competentes levarão em conta todas as considerações pertinentes, inclusive, se for o caso, a existência, no Estado em questão, de um quadro de violações sistemáticas, graves e maciças de direitos humanos.

Artigo 2º

§1. Cada Estado Membro tomará medidas eficazes de caráter legislativo, administrativo, judicial ou de outra natureza, a fim de impedir a prática de atos de tortura em qualquer território sob sua jurisdição.
§2. Em nenhum caso poderão invocar-se circunstâncias excepcionais, como ameaça ou estado de guerra, instabilidade política interna ou qualquer outra emergência pública, como justificação para a tortura.

Artigo 1º

Artigo 1º


Para fins da presente Convenção, o termo "tortura" designa qualquer ato pelo qual dores ou sofrimentos agudos, físicos ou mentais, são infligidos intencionalmente a uma pessoa a fim de obter, dela ou de terceira pessoa, informações ou confissões; de castigá-la por ato que ela ou terceira pessoa tenha cometido ou seja suspeita de Ter cometido; de intimidar ou coagir esta pessoa ou outras pessoas; ou por qualquer motivo baseado em discriminação de qualquer natureza; quando tais dores ou sofrimentos são infligidos por um funcionário público ou outra pessoa no exercício de funções públicas, ou por sua instigação, ou com o seu consentimento ou aquiescência. Não se considerará como tortura as dores ou sofrimentos que sejam consequência unicamente de sanções legítimas, ou que sejam inerentes a tais sanções ou delas decorram. O presente artigo não será interpretado de maneira a restringir qualquer instrumento internacional ou legislação nacional que contenha ou possa conter dispositivos de alcance mais amplo.

Tortura

Durante a maior parte da História, a pena capital foi, muitas vezes, deliberadamente dolorosa. Dentre as penas mais cruéis, incluem-se a roda, a ebulição até a morte, o esfolamento, o esventramento, a crucificação, a empalação, o esmagamento, o apedrejamento, a morte na fogueira, o desmembramento, a serração, o escafismo e o colar (técnica de linchamento que consiste em colocar um pneu em volta do pescoço ou do corpo do supliciado e, em seguida, atear fogo ao pneu). Um exemplo de tortura na Grécia Arcaica é o história do touro de bronze, proposto para Fálaris, em meados do século 6 a.C.. As Cinco Punições são um exemplo que vem da China Antiga.
Métodos deliberadamente dolorosos de execução por crimes graves foram parte da justiça até o desenvolvimento do Humanismo na filosofia do século XVII. Na Inglaterra, as penas cruéis foram abolidas pela Declaração de Direitos de 1689. Durante o Iluminismo, desenvolveu-se, no mundo ocidental, a ideia de direitos humanos universais. A adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948 marca o reconhecimento, pelo menos formal, da proibição da tortura por todos os estados membros da Organização das Nações Unidas. Porém, seu efeito na prática é limitado, já que a declaração não é ratificada oficialmente e não tem carácter juridicamente vinculativo no direito internacional, embora seja considerada parte do direito internacional consuetudinário.

Tortura

Tortura é a imposição de dor física ou psicológica por crueldade, intimidação, punição, para obtenção de uma confissão, informação ou simplesmente por prazer da pessoa que tortura. Também tem, como uma definição mais abrangente, "o dano físico e mental deliberado causada pelos governos contra os indivíduos para destruir a personalidade individual e aterrorizar a sociedade" segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Métodos de Tortura

  1. Abusos e torturas a vítima;
  2. Confinamento em caixas, gaiolas, caixões, etc, ou enterro (muitas vezes com uma abertura ou tubo de ar de oxigénio);
  3. Contenção com cordas, correntes, algemas, etc.;
  4. Afogamento não fatal;
  5. Extremos de calor e frio, incluindo submersão em água gelada e queima de produtos químicos;
  6. Esfolamento (apenas camadas superiores da pele são removidas em vítimas destinadas para sobreviver);
  7. Fiação em lugares do corpo;
  8. Luz ofuscante perto dos olhos;
  9. Choque eléctrico em partes sensíveis e não-sensíveis do corpo;
  10. Ingestão forçada de fluídos corporais ofensivos e matéria, tais como sangue, urina, fezes, carne, etc;
  11. Pendurado em posições dolorosas ou de cabeça para baixo;
  12. Deixar a vítima com fome e sede por dias, ou semanas, ou meses;
  13. A privação de sono;
  14. Compressão com pesos e dispositivos;
  15. Isolamento de percepção (faz com que a vítima não sinta os sentidos de: visão, audição, tato, paladar e olfato);
  16. Drogas para criar ilusão, confusão e amnésia, frequentemente administradas por injeção intravenosa;
  17. Ingestão ou substâncias químicas tóxicas intravenosas para criar dor ou doença, incluindo agentes quimioterápicos;
  18. Membros superiores e inferiores puxados ou deslocados;
  19. Aplicação de serpentes, araneídeos, larvas, roedores (ex: ratos) e outros animais para provocar sentimentos de medo, nojo e repudia;
  20. Experiências de quase-morte, comumente asfixia por sufocamento ou afogamento, com reanimação imediata;
  21. Vítimas são forçadas a realizar ou testemunhar abusos, torturas e sacrifícios de pessoas e animais, geralmente com objetos afiados;
  22. Participação forçada de escravidão humana;
  23. Cirurgia a tortura, experimento, ou causar a percepção de bombas físicas ou espirituais ou implantes;
  24. Ameaças de dano à família, amigos, entes queridos, animais, e outras vítimas, para forçar o cumprimento;
  25. Uso de ilusão e realidade virtual para confundir e criar uma divulgação não-credível.

MKULTRA

Muitas das vítimas do MKULTRA foram testadas sob o efeito de drogas, e jamais foram identificadas ou indenizadas pelos danos que foram causados a eles. Um dos casos que foi levado ao conhecimento público é o de um cientista americano que faleceu após haver sido involuntária e secretamente drogado com LSD pela CIA. Os agentes presentes disseram que o que se tinha passado era que Frank Olson (o cientista) tinha cometido suicídio, saltando da janela de um hotel. A família do Dr. Orson continua até a presente data a lutar para apurar a veracidade sobre a versão da CIA com relação aos fatos que culminaram na sua morte.
As drogas usadas no MKULTRA são drogas que visam alterar as funções do cérebro humano e manipular o estado mental dos seres humanos. Tais drogas foram usadas sem o conhecimento ou consentimento daqueles em quem foram aplicadas, tendo sido um dos objetivos do projeto exatamente desenvolver meios de aplicar tais drogas sem que a vítima tivesse conhecimento de que estaria sendo drogada. Evidência publicada através da liberação de apenas parte dos documentos do Projeto MKULTRA, indica que a pesquisa envolveu o uso de animais e de vários tipos de drogas.

MKULTRA

As experiências foram feitas pelo Departamento de Ciências da CIA - Central Intelligence Agency Directorate of Science & Technology|Office of Scientific Intelligence, em Inglês.

Aprovação por Sidney Gottlieb para sub projeto usando LSD.
O programa secreto começou no início dos anos 1950 e continuou até pelo menos o fim dos anos 1960.
Há pesquisadores que afirmam que o programa provavelmente foi apenas interrompido ou escondido, tendo prosseguido clandestinamente. Como cobaias humanas, MKULTRA realizou testes sem consentimento em estrangeiros. As experiencias ilegais foram realizadas não apenas sem consentimento mas também, na maioria dos casos, com vítimas masoquistas que sabiam que estavam sendo utilizadas como cobaias humanas

MKULTRA

MKULTRA foi o nome de código dado a um programa ilegal e clandestino de experiências em seres humanos, feito pela CIA – o Serviço de Inteligência dos Estados Unidos da América. As experiências em seres humanos visavam identificar e desenvolver drogas e procedimentos a serem usados em interrogatórios e tortura, visando debilitar o indivíduo para forçar confissões por meio de controle de mente.
As várias drogas utilizadas, todas do tipo drogas psicoativas, incluiram Mescalina, LSD e outras.
As experiências do MKULTRA têm relação com o desenvolvimento de técnicas de tortura contidas nos Manuais KUBARK divulgadas também pelos treinamentos da Escola das Américas.
No livro "Torture and Democracy" (Tortura e Democracia em Português), do Professor Darius Rejali, ele traça a história do desenvolvimento de métodos de tortura incluindo a passagem pelos estudos da CIA no MKULTRA, os Manuais KUBARK, as técnicas utilizadas em Abu Ghraib e a evolução de tortura desde os tempos medievais como uma atividade de interesse de vários governos.
O historiador Professor Alfred W. McCoy, em seu livro intitulado "Uma questão de Tortura: Interrogatórios da CIA da Guerra Fria à Guerra ao Terrorismo" (título original em inglês: Question of Torture: CIA Interrogation, From the Cold War to the War on Terror ISBN 0-8050-8041-4), documenta a relação dos experimentos do MKULTRA e sua evolução cuminando na tortura em Abu Ghraib, Guantánamo e técnicas ainda utilizadas pelos Estados Unidos em prisões dentro e fora do país.
O autor e psiquiatra Harvey Weinstein estabeleceu o relacionamento direto das pesquisas em controle da mente feitas na Inglaterra pelo psiquiatra britanico William Sargant, envolvido nas pesquisas do MKULTRA na Inglaterra, com as experiências de Ewen Cameron no Canadá, também para o MKULTRA e com métodos atualmente usados como meios de tortura, a exemplo do uso de drogas alucinógenas como agentes desinibidores e da privação de sono. Ewen Cameron frequentemente contou com a colaboração de William Sargant, tendo ambos sido ligados aos experimentos da CIA.